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Visita a Catedral e Cripta

A procissão

Centro de Cultura, "Association Santoise de Gitans et Amis"

Reunião entre Ciganos

Gens du Voyage

Curiosidades de Saintes Maries de La Mer

Acampamento Manouche

Músicos pelas ruas

Visita a Catedral e Cripta

Você pode ver na foto acima que a Cripta de Sarah la Kali situa-se logo abaixo do altar principal , e não do lado de fora da Catedral como muita gente acreditava.A Cripta é abobadada e na parte mais alta tem aproximadamente 2,80m
  No horário da missa com predominância de não ciganos.
A cruz que se ve acima da porta lateral da Igreja é chamada Cruz de Camargue ela pode ser vista na maioria das casas da região e o seu simbolismo significa " a minha fé está ancorada no meu coração". Acima a esquerda ve-se a Catedral repleta de pessoas dentro , fora e na torre da mesma. Registramos aqui a saída de Sarah e na torre ve-se pessoas que buscavam uma visão privilegiada. Abaixo a tal visão privilegiada antes da procissão.

 

Na placa afixada na Catedral pode-se ler o seguinte: " Igreja das Santas Marias - século IX,X e XII.Dedicada as Santas Marias Jacobina e Salomé. Construida sobre um antigo santuário ( que hoje é a Cripta de Sarah),na forma de um forte para proteger os habitantes e as relíqueas das invasões Sarracenas.
Dentro da Cripta estatua de Santa Sarah patrona dos Ciganos.

Ao lado vista do telhado da Igreja.

Na praça em frente a Catedral , as ciganas praticam a leitura de mão e também levam consigo uma medalhinha de Sarah, em forma de broche, com a qual abordam as pessoas tentando vender a mesma dizendo ser tradição.
  Conforme a tradição Ingrid Ramanush levou um diclo (lenço) de presente a Sarah.Centenas de outros foram presenteados até o dia da procissão.
 
Reunião com Claude Dumas diretor do Point d' Aumonerie e Rashaj (padre) da Igreja local, na qual abordamos os problemas dos Manushes da França e do Brasil. Vídeo no interior da Cripta de Sarah.

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Esta seria a visão aproximada que as "Marias" tiveram do Mar Mediterrâneo para a região onde, conforme reza a lenda, estavam os ciganos e Sarah la Kali e que atualmente encontra-se a Catedral. O pequeno Rhône é um dos braços de um rio que deságua no Mediterrâneo, tem 68 km , sua profundidade varia 2 a 5 metros e sua largura entre 60 e 150 metros. Aqui navegávamos em suas águas calmas e viamos o famoso Rancho Reynaud. Um dos mais antigos e importantes da região na criação de touros de Camargue.
Arroz de Camargue
Nesta foto você pode ver os campos de arroz, à margem do petit Rhône. O arroz é plantado em maio e colhido em setembro. Reparem que já havia alguns brotos. O arroz de Camargue é famoso no mundo inteiro pois é cultivado em água salgada que dá a ele um sabor diferenciado. Essa vegetação é chamada de Salicórnia elas são cheias de água, óleo e sal. É usada como tempero e chamada de "sal verde".
 
Bem, aqui eu e minha romni, fotografados a bordo do Bateau Carmargue. Como já registramos na primeira foto acima, agora eis o primeiro registro de vídeo feito do Mar Mediterrâneo dando à vista o mesmo que as "Marias" tiveram ao serem recebidas por Sarah la Kali e por ciganos de nosso clã os Manush - Sinte.
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A procissão
Sobre os cavalos camarguenses, alguns ciganos Manushes (antigamente Ordem de São Jorge) que na procissão escoltam a imagem de Sarah la Kali. Enfrente à Catedral uma multidão de devotos (ciganos e não ciganos) se reúnem para a saída da procissão.
 
Na procissão Ingrid Ramanush entre ciganos da Romênia, da Espanha e padres de Saint Marie de la Mer. Detalhe segundo a tradição ninguém coloca o diclo (lenço) na cabeça, até porque a entrega deve ser feita antes da procissão.  
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Centro de Cultura, "Association Santoise de Gitans et Amis"

É neste edificio, Palácio de Congressos, que está sediada a Association Santoise de Gitans et Amis. Reparem que nas laterais vê-se as bandeiras da França e da União Européia. Aqui o casal Ramanush ao lado de Therèsé Chevalier a presidente da Association Santoise de Gitans. Nesse dia Nicolas e Ingrid se tornaram membros de honra dessa associação e Therèsé Chevalier tornou-se membro de honra da Embaixada Cigana do Brasil.
Acima desenhos, fotos e pinturas do manush Jangil Ros e também de Pierro Trucco da Itália. No cartaz lê-se sobre essa exposição e também sobre projeto de alfabetização de crianças da gente de viagem (esse termo é utilizado para ciganos e não ciganos que vivem do comércio em trailers).

A convite de Therèsé Chevalier, Ingrid e Nicolas Ramanush realizaram uma apresentação de música e dança tradicional Romani no Centro Cultural de Saint Marie de la Mer. Mais uma vez mostramos à Europa que no Brasil a "romanipen" identidade cigana é resgatada, preservada e difundida.

 

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Reunião entre Ciganos
Acima na entrada do Hotel Ingrid dança com uma manusha e as crianças. Nicolas, Roku e Ingrid na Praça Principal de Saint Marie de la Mer.
Ingrid, Nicolas e Talino. Ingrid, Nicolas, Ravii, Talino e o phuro Bulo.
Reunião de manuhes Sintes: Nicolas Ramanush e Claude Dumas. Reunião de manushes Valshtikes: Ramanush e Jangil Ros.
Phurikane divano (reunião de sábios) Claude Noyer, Rajmaush e Ramanush. Juble(kalderash da Suécia) Rozanna (kalé da Suécia) Ingrid e Nicolas.
Reunião de manushes Valshtikes: Ramanush e Yanush Ingrid dançando na praça com as filha e sobrinhas de Roku.
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Gens du Voyage
A expressão "gens du voyage" significa viajantes. E é resultante de um decreto de 1972, na França, para qualificar o exercício de atividades econômicas e as condições de pessoas itinerantes (ciganos e não ciganos) que circulam na França sem sem residência fixa. Eles vivem em trailers onde dormem, comem e comercializam.
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Curiosidades de Saint Marie de La Mer
Nesta loja ao lado da Catedral compra-se uma bijoux que vai desde uma imagem de Sarah aos outros símbolos ciganos da região: cigarras, lagartixas, cruz de camargue etc... Aqui vê-se os cavalos e os touros  de Camargue. O cavalo de Camargue é uma raça semi-selvagem que é utilizado para cuidar do touro.  Já o touro de é o resultado do cruzamento de raças locais e é menor do que o touro da Espanha.
"loli phabaj te shinava hop hop jekh pash tuke jekh pash mangue" esse trecho da letra da música Loli phabaj (maça vermelha) diz o seguinte: maça vermelha (do amor) mamãe cortava obá obá um pedaço pra você um pedaço pra mim. E assim em Saint Marie de la Mer, na praça central, nas noites a familia de Roku ainda mantén a tradição da venda da maçã do amor. Aqui temos, ao centro, o manush Brashol fazendo a cesta de palha e de junco na melhor forma dos "cestaris". Que imagem maravilhosa, a tradição sendo mantida em pleno século XXI.
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Acampamento Manush
 
Bom aqui eu estava tocando e cantando para minha gente (na cidade onde meu pai nasceu. Cantei e a criançada sorriu! Cantei e os adultos aplaudiram! Cantei e a phuri (idosa) chorou nostalgicamente ao som de "Hozd el Istem".
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Músicos pelas ruas
Na primeira foto o grupo Urs Karppatz; acima enfrente à porta da Igreja o grupo Rasputin; abaixo tocando o violão do Nicolas, Karlo filho do Roku (o moleque é o Django Reinhart em miniatura - toca muiiito! Ciganos da Romênia tocando fanfarra! abaixo, Nicolas e Rasputin; à direita, cigano da Romênia, afinando o cimbalion.
 
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